As vezes me aventuro em "brincar" de ser escritor, mas sempre dura pouco. Assim que se passam 3 linhas percebo que não consegui me expressar como esperava. Normalmente isso me frusta e acabo dando fim a idéia de escrever e mudo meu foco para ler um texto interessante.
Ainda bem que sempre encontro algo que me identifico. Sempre existe um bom autor que escreveu aquilo que eu gostaria de ter escrito (e conseguiria se fosse menos incompetente).
Isso me incomodou algumas vezes, até o dia que "caiu a ficha". Descobri que não existe erro algum em ser um admirador da arte ao invés de artista. A carta de amor não será menos romântica se citar grandes poetas que souberam se expressar melhor com as palavras, ao invés de montar versos de sua autoria.
Desde então permaneço por trás das cortinas, vendo essa admirável arte de escrever ser praticada por amigos, desconhecidos e até pessoas inesperadas... Entendi que minha função não é escrever a mais bela poesia, mas sim divulgá-la, talvez mais simples ainda, vivê-la.
Encontrei ao longo de minha vida verdadeiros doutores na arte de escrever. Artistas excêntricos e até mesmo pessoas reservadas que utilizam a escrita com refúgio. Gosto de vê-las em seu melhor momento, leio seus textos com amor e entusiasmo, curto cada verso do soneto e acabo encontrando naqueles referências sobre minha vida.
Um dia, assim que derrotar a preguiça, vou remontar toda a minha vida com textos poéticos , como uma receita de almoço no domingo. Recheada de poemas e contos...




