segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Impossible is nothing

Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca que prefere viver no mundo como está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo.

Impossível não é um fato. É uma opinião.

Impossível não é uma declaração. É um desafio.

Impossível é hipotético.

Impossível é temporário.

IMPOSSIBLE IS NOTHING.

Propaganda da Adidas

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Bebida e Direção

'Mãe!

Fui a uma festa, e me lembrei do que você me disse.

Você me pediu que eu não tomasse alcool, mãe...

Então, ao invés disso, tomei uma 'Sprite'.

Senti orgulho de mim mesma, e do modo como você disse que eu me sentiria e que não deveria beber e dirigir.

Ao contrário do que alguns amigos me disseram, fiz uma escolha saudável, e teu conselho foi correto.

E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a dirigir sem condições...

Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz ..

Eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe...

Algo que eu não poderia esperar ....

Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer:

O rapaz que causou
este acidente estava bebado...

Mãe; sua voz parecia tão distante...

Meu sangue está escorrido por todos os lados e eu estou tentando com todas as minhas forças, não chorar...

Posso ouvir os para-médicos dizerem:

- 'A garota vai morrer' .

Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e dirigir, e agora tenho que morrer..

Então por que as pessoas fazem isso, mãe?

Sabendo que isto vai arruinar vidas ?

E agora a dor estão me cortando como uma centena de facas afiadas...

Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe!

Diga ao Papai que ele seja forte. E quando eu for para o céu, escreva 'Garotinha do Papai' na minha sepultura.

Alguém deveria ter dito aquele garoto que era errado beber e dirigir.


Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria com a possibilidades de continuar viva.

Minha respiração estão ficando mais fraca, mãe, e estou realmente ficando com medo...

Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada .!

Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe... Enquanto estou estirada aqui, morrendo, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe...!

Então.... Te amo e adeus...!'
'

Essas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter, anotando...

Autor Anonimo

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Conto de Natal

Quando eu era pequeno e jogava bola no colégio, sempre existia um muro.

Alto e com um cachorro brabo do outro lado.

E a bola, invariavelmente caía do outro lado. No melhor do jogo.

Azar.

O cachorro tinha um dono. Bernardo. Torcedor do Sport. A gente sabia pela imensa bandeira rubro-negra na janela do casarão.

E Bernardo não devolvia a bola, nunca.

A gente também nunca viu o Bernardo. Ele nunca dava as caras. Rico e orgulhoso.

O jogo parava e a gente tinha de esperar até alguém conseguir uma outra bola.

Porque bola era luxo. Se ganhava no aniversário. Por vezes no Natal. E só.

Mas sempre aparecia alguma bola dias depois. Vinda não sei de onde. Quem sabe de outros muros?

O jogo recomeçava. Todo mundo morrendo de medo de chutar mais forte.

Até que dias depois, pimba! A bola era chutada por algum perna-de-pau e ia parar no quintal de Bernardo.

O cachorro gritava. E todo mundo, com medo, ficava esperando o futuro.

Mesmo assim, a infância era feliz. Tinha bola de gude, que nunca caía na casa de Bernardo.

Tinha pipa. Tinha polícia e ladrão. Tinha Fratelli Vita.

Os anos se passaram e o mundo mudou.

Mas sempre que a velha turma se encontrava, lembrava das bolas e do muro. Do cachorro. De Bernardo.

Foi então que ano passado, tive uma surpresa.

Fui visitar o velho colégio. Colégio que vai deixar de ser colégio. Vai virar shopping center.

Uma das irmãs de caridade me reconheceu. Sempre passo por lá no Natal. Estava triste com o fim da escola.

De repente, comentou:

- O antigo casarão também vai virar shopping center! Vão derruba-lo depois do Natal.

Pensei em Bernardo. Na certa iria lucrar uma barbaridade com a venda do imóvel.

Antes que eu pudesse completar meu raciocínio, a irmã apontou um homem sentado no jardim:

- Lembra dele? Era o menino que morava no casarão.

Lá estava Bernardo. Olhando para o jardim, o campinho de terra, a velha quadra de basquete.

Bernardo estava sentado em uma cadeira de rodas.

Não pude deixar de caminhar até ele. Apresentei-me. Eu era o velho menino que chutava as bolas para seu quintal.

Surpreso, Bernardo olhou para mim. Lembrava das bolas.

Perguntei pelo cachorro. Ele disse que Manga, esse o nome do cachorro, havia morrido há muito tempo.

Sorrindo, Bernardo me contou que lembrava das bolas que iam cair no seu quintal.

De como ele sofria ouvindo nosso gritos de gol. Ele que não podia jogar.

Manga ficava muito zangado quando a gente jogava. Ele sofria vendo o seu dono sofrendo. Por isso gritava tanto.

Sua mãe nunca devolvia as bolas. Imaginava que aquele barulho trazia sofrimento ao filho.

Fiquei mudo.

Até que Bernardo, percebendo meu silêncio, murmurou:

- Na verdade eu gostava quando tinha jogo. Você não imagina nas férias, quando o silêncio era completo. E naquela época nem o Sport me dava alegria...

Verdade. Foram os anos do Hexa do Náutico. Do Penta do Santa Cruz.

Despedi-me. Deixei meu telefone com ele. Saí pensativo pelas ruas do Recife.

Eu pensava nas bolas e nos muros. Nas distâncias que separam quintais.

Algo em mim nunca mais foi o mesmo.

Hoje, quando o Náutico perde. Quando o Sport vence. Lembro sempre de Bernardo e de outros meninos como ele.

E agradeço a vida e a Deus.

Deus que sabiamente fez o dia e a noite.

A vitória e a derrota.

Para que o sorriso e a lágrima jogassem bola nos dois lados do muro.

Roberto Vieira

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Ritual de Batalha

Lo, there do I see my father!
Lo, there do I see my mother, and my sisters, and my brothers!
Lo, there do I see the line of my people back to the beginning!
Lo, they do call to me, they bid me take my place among them in the Halls of Valhalla,
where the braves may live forever!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Toda glória do mundo é passageira!

Toda glória do mundo é passageira. Principalmente nos campos de futebol. Os gols, os abraços, os aplausos podem terminar de repente. Num pênalti mal batido. Numa despedida ingrata.

Numa curva da estrada.

A glória do mundo é passageira. Ela nos veste de falsos amigos. E nos traga nos bares e noites da vida. Como se as arquibancadas lotadas sempre fossem existir. E os microfones e manchetes fossem diamantes eternos.

A glória do mundo é passageira. Ela se encerra em um sanatório de Barbacena. Numa mesa de sinuca da periferia de Campinas. Em um hospital no interior do Brasil.

A glória do mundo é passageira. Ela morre de cirrose, tuberculose, sífílis, melancolia ou vício. Morre de morte matada e morte morrida. Morre porque toda glória do mundo é passageira.

Jogadores do futebol se tornam imperadores muito jovens. Usam tiaras cobertas de ouro. São aclamados pelas multidões. Endeusados por belas mulheres.

Julgam-se imortais.

Como qualquer um de nós se julgaria, se tão jovens recebêssemos mirra, ouro e incenso.

Porque sempre que fazemos um gol nessa vida. Sempre que defendemos um pênalti. Sempre que nos julgamos eternos.

Devemos repetir para nós mesmos:

Toda glória do mundo é passageira!


ROBERTO VIEIRA

domingo, 11 de novembro de 2007

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.


Amo-te enfim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim, muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Morais

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Que Brasil disputará a Copa de 2014?

O Brasil vai ser a sede da Copa do Mundo de 2014!

Mas perguntar não ofende: Qual o Brasil vai disputar o Mundial de 2014?

É a pergunta que anda nos céus, anda nas bocas dentadas e desdentadas de milhões de brasileiros.

Qual o Brasil de 2014?

O Brasil dos jogadores geniais, prodigiosos, ímpares?

Ou o Brasil dos 22 jogadores na Ucrânia, Turquia e Polônia?

Algum jogador brasileiro saberá falar português em 2014?

Ou seremos como a Irlanda, um país mais populoso no estrangeiro que em seu próprio território?

Qual o Brasil de 2014?

O país dos sequestros, dos bondes, dos Bopes?

Ou o país deitado em berço esplêndido e abençoado por Deus?

O país das favelas em progressão geométrica?

Ou o país que derrotou o analfabetismo?

Qual o Brasil de 2014?

O país em que a justiça e a cidadania sejam favas contadas?

Ou que ainda sejam cartas fora do baralho?

Haverá fome no Brasil de 2014?

Haverá filas nas emergências hospitalares?

Ou haverá apenas uma Arena no meio da selva tropical com propaganda multinacional?

A final da Copa de 2014 não será disputada em julho de 2014.

A final da Copa será disputada a cada dia dos 2000 dias que temos para organizar a Copa.

Porque, por enquanto, a Copa é apenas dos empresários e dos políticos.

Falta muito para que ela possa ser a Copa do povo brasileiro.

Povo que deveria se perguntar, desde já:

Qual o Brasil vai disputar o Mundial de 2014?

Roberto Vieira