quarta-feira, 19 de março de 2008

Quando olho para trás...

Parei pra pensar
Pensar no que estou fazendo da vida
Será mesmo que estou procurando o caminho certo?
Da maneira certa?
Será mesmo que amanhã eu estarei pensando da mesma forma?
Olho para tantas pessoas e noto que elas mudam
Mudam suas formas de pensar
Suas formas de agir
Mas sempre com o mesmo caráter
Com o mesmo jeito de se impor
O jeito em que se exibe é o mesmo
Não sei falando isso eu pareço ser anormal
Mas não na verdade acho que ainda não sou capaz de sentir a minha mudança
Não sou capaz de notar quando estou mudando
Mas depois da mudança as pessoas também mudam com você
É ai em que noto que eu mudei
Não sei se para o certo
Para o errado
Não sei se todos gostaram
Ou se não gostaram
Mas tenho em mente a idéia de que estamos aqui para buscar nossos objetivos
Nossos ideais
E fazer de nosso destino o nosso caminho
A nossa própria história
E é nessa história é que me vejo em aprendizado
Coisas que fiz de errado
Mas também vêm certos momentos que rodam como um filme em minha frente
Coisas que pensei ser um futuro
Mas foi apenas uma tentativa frustrada
Uma coisa que aconteceu
Uma coisa que esperei
Uma coisa que pensei ser progresso
Acabou
Apenas acabou
Sem nenhum brilho
Apenas ficou uma expectativa que logo acabou ao decorrer dos dias
São coisas que me faz pensar
Será que a felicidade é isso?
Será que a felicidade é apenas momentânea?
Será mesmo que felicidade é só aquele estado que vem e que passa?
Será que iremos buscar?E buscar?
E deixar tudo passar
Como se nada houvesse tido importância
Não acho que seja em vão lembrar um passado bom
Isso me trás satisfação
O difícil é ter que ver as coisas virem e depois partirem nessa velocidade
Em que me faz pensar que foi insignificante
Não pra mim
Mas para todos em um contexto
Tudo me faz pensar
Será que estou certo?
Será que estou no caminho certo?
Será que estamos no caminho certo?
Será o que iremos significar amanhã?

As pessoas não parecem dar mais importância
As pessoas mão parecem respeitar como antes
Nosso passado está sendo apagado lentamente
Fazendo com que tudo se torne insignificante

Autor Desconhecido




sábado, 15 de março de 2008

Onde estão minhas meias?

Perguntas sem respostas...

Pensamentos inexplicáveis...

Assombro de uma noite sem lembranças...

Porque sempre volta? Porque não me deixa ser alguém? Porque não posso ser feliz?

Alguém viu minhas meias?

Porque a satisfação sempre foge quando penso que estou agarrado a ela? Chega de lutar. Eu quero ser somente esse "Diogo"... Porque teimas em me abandonar?

(...)

Quem sou eu? Onde eu moro? Onde eu durmo?

Será que sou uma pessoa boa? Pensando bem ser bom é relativo... Será que na maioria das vezes sou uma pessoa boa ou má?

Qual o meu verdadeiro objetivo nisso tudo? Será que a minha missão irá chegar um dia?

Qual o talher que uso para comer salada? Me vejo com um rosto de menino, perdido, ante tanta atribuição.

(...)

Quero fugir...abandonar tudo e me exilar, como um monge procura seu mosteiro no alto do himalaia... Seria ruim? Afinal a minha paz está cada vez mais distante.

(...)

Como devo me portar? Será que sou um covarde?

Onde estão minhas meias? Nesse frio preciso cobrir os pés...

(...)

Onde devo procurar respostas? Elas sempre me fogem...

Minha esperança sucumbe perante aos inimigos e novamente não sou mais o "Diogo"...

Poderia simplesmente dançar sob a chuva? Cantar no chuveiro?
Usarei meias novamente?

(...)

Onde estás Diogo?!... Não me abandone! Preciso de ti...

Minhas roupas parecem tão velhas... Acho que chegou a hora de renovar o guarda-roupa...

(...)

Porque chove?

Onde colocaram minhas meias?

Diogo

quarta-feira, 12 de março de 2008

Le Parkour - Xbox

"Can you do it?
They asked.
Anyone can do it' I said.
I don't think they believed me though.

You see, for as long as I can remember, I've pushed myself to do what normal people would consider impossible.

I'm always on the edge. Dance in the blade of perfection.

Really is no room for error.
Hmm, to not be controlled.

Well, it's game over!

You're got to think beyond walls, beyond boundries.
Push your mind, to except that there are none, it's only impossible because you've been told it is.

Hmm? You need to be a master of your environment, not a servant to it.

When I realized this, everything changed!
What was down, became up.
Long, became short.
Liquid, became solid.
These days, nothing's what it seems.

That's when I did my first slip.
I was looking at where my hand should have been. And it wasn't!

But like I said, I'm not special. Anyone can do this.
Just need to know what button to press..."

Tradução:

"Você consegue?"
Eles me perguntam.
E eu respondo que qualquer um é capaz.

Acho que eles não acreditam.

É que desde que consigo me recordar fui impelido a fazer o que pessoas normais considerariam impossível.
Dessa forma eu estou sempre no topo, flambando na lâmina da perfeição.

Realmente não há chance para erros.
Perder o controle...
Bem...é o "fim do jogo"!

Precisa pensar além das paredes, além das fronteiras.
Fazer a mente acreditar que elas não existem.

O impossível existe porque te falaram dele.

Você precisa ser o manipulador do seu meio, e não um fantoche.

Quando descobri isso, tudo mudou!
"O de baixo", se tornou "o de cima".
O grande, pequeno.
Líquido tornou-se sólido.
Agora, nada é o que parece ser.

Foi aí que cometi meu primeiro erro.
Eu procurava aonde minhas mãos deveriam estar e elas não estavam.

Mas como disse: eu não sou especial.
Qualquer um pode fazer.
Basta saber qual botão apertar...


Propaganda do Xbox baseado no esporte Le Parkour.

Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=m1CxNMLrfT4

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Vinícius de Morais escreve minha vida...

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Soneto da Fidelidade

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Morais

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Cai a Noite

Capital Inicial
Cai a noite na cidade
Vinda de lugar nenhum
E o dia vai embora
Indo pra lugar algum
Não sentia fome
Não sentia frio
Sentado num canto
De um quarto vazio

Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre...

Sombras e pensamentos
De um sonho só esperança
Nas paredes ecoavam

O silêncio e a lembrança
Entre ruas desertas
Ele está só de passagem
Na vertigem e tontura
Surgiam todo tipo de imagens

Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre
Estarei aqui

Se virou e alcançou o céu
E a última estrela
Nada deixava passar
Tudo lembrava ela

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A viagem

Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem outras pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa está ocupando o lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta.

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto vão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.

O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos.

E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, nesse momento, o trem diminui a sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...

Quem entrará? Quem sairá?


Autor Desconhecido